Li
essa matéria e achei muito interessante postar ela na integra. Boa leitura.
Ter fluxo de caixa, controlar o estoque, saber
lidar com funcionários e cuidar do marketing da empresa. Alguns itens de gestão
e controle de uma empresa praticamente já fazem parte do senso comum. Essas e
outras dicas de administração são temas recorrentes de palestras e livros.
Especialistas afirmam, no entanto, que apesar de
ser de conhecimento geral, esses erros são muito comuns entre micro e pequenas
empresas. Como lidar com eles? Para o professor de economia da ESPM José
Eduardo Amato Balian, um plano de negócios detalhado pode prever mais da metade
dos problemas que uma empresa vai enfrentar e ajudar a solucioná-los.
Confira os equívocos mais recorrentes entre
empreendedores que podem ser fatais para o negócio.
1. Achar que amigos são bons sócios: O professor de economia da ESPM
destaca que a sociedade deve ser formada com alguém que compartilhe os mesmos
valores e objetivo. “É essencial que, além disso, a pessoa seja complementar,
por exemplo, um com formação técnica, outro melhor em gestão; um mais arrojado
e outro conservador”. Embora a amizade facilite a inteiração, é importante ter
intimidade profissional para poder acertar.
2. Não investir em marketing: Com a diversidade de opções existentes,
os clientes vão recorrer a empresas com as quais se familiarizem e, para isso,
é preciso divulgar. “Fazer propaganda não é só coisa para empresa grande. Tem
que ser proporcional aos recursos e ao tamanho da empresa, mas deve existir”,
diz o consultor do Sebrae/SP. Seja com panfletos, mídias sociais ou anúncios
específicos, as pequenas empresas não podem contar com a sorte para atrair os
consumidores.
3. Não ter reservas financeiras: Abrir a empresa precisando de um
retorno financeiro imediato é uma grave falha. É preciso lembrar que existe um
ponto de maturação até que o negócio passe a dar lucro. “Alguns iniciantes não
têm reserva financeira para se sustentar até o alcance do ponto de equilíbrio,
com uma necessidade iminente de viver e sobreviver dos resultados da empresa”,
explica Carrer. O professor de economia da ESPM lembra que a situação é mais
corriqueira do que se imagina e pode comprometer todo o negócio. “Muitos
empresários não dimensionam a necessidade de capital de giro. É comum começar o
negócio e só depois verificar que o dinheiro demora mais para retornar e tem
contas a pagar”.
4. Misturar contas física e jurídica: A falta de organização de muitos
empresários na hora de gastar o dinheiro da empresa pode causar danos
irreversíveis. “Mesmo quando a empresa já é lucrativa, a intensidade das
retiradas e a falta de controle sobre o que é dinheiro da empresa e o que é
gasto pessoal pode conduzir uma empresa saudável a um desequilíbrio financeiro
irreversível”, aponta o consultor do Sebrae/SP.
5. Não controlar estoque: Hoje, por incrível que pareça,
pode ser difícil encontrar uma pequena empresa que cuide atentamente do estoque
e faça um controle na escala que deveria. Para ele, isso ainda é um desafio no
ramo. “A depender do que se vende, é preciso fazer um inventário uma vez por
dia, por semana ou, ao menos, por mês, o que implica um controle de estoque
deficiente que pode se refletir em uma complicação nas contas a pagar e
prazos”, indica o consultor.
6. Ter dificuldade em lidar com a equipe: À medida que o negócio cresce, a
estrutura organizacional começa a exigir mais técnica e organização. “Gestão de
recursos humanos pode ser um item de dificuldades comuns na empresa”, avalia
Gustavo Carrer. Questões como remuneração, planos de carreira e processos de
seleção e treinamentos merecem atenção. “Sem buscar ajuda, o empreendedor
costuma errar bastante na hora de contratar", diz.
7. Subestimar a concorrência: Para o consultor do Sebrae-SP,
também é comum olhar para empresas semelhantes apenas sob o aspecto das
deficiências, sem reconhecer o que o concorrente tem de bom. “Esquece-se de que
a empresa que está há mais tempo no mercado estabeleceu relação com os
consumidores. Pessoas já se acostumaram a comprar ali e já se acostumaram,
inclusive, com as falhas do estabelecimento”. É importantante perceber a
capacidade de ofensiva da concorrência, bem como de melhorar e consertar erros
cometidos.
8. Desconhecer o mercado: Para Balian, é essencial fazem
uma previsão de vendas para tentar errar menos. “Um estudo do mercado é
importantíssimo, porque muitas vezes se vende menos do que se espera”. Segundo
o consultor do Sebrae-SP Gustavo Carrer, é um erro comum entre quem está
começando no mundo dos negócios acreditar em grande procura de produtos sem uma
pesquisa prévia. “Muitos não têm noção do ponto de equilíbrio da empresa e
acham que é fácil conseguir dinheiro. É um otimismo exagerado”, diz Carrer.
FONTE: PORTAL EXAME
Kelly S. Osman
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